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quarta-feira, 9 de maio de 2018

Lição 7: Ética Cristã e doação de órgãos - Adultos - CPAD

TEXTO ÁUREO: “Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos” (1Jo 3.16).

VERDADE PRÁTICA: A doação de órgãos, bem como a de tecidos humanos, expressa o verdadeiro amor cristão.

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO
Ética Cristã e doação de órgãos

O tema desta semana traz um assunto que podemos considerar um exemplo das implicações éticas para questões mais tensas da vida. Doar órgãos traz implicações éticas inimagináveis. Por causa dos dogmas religiosos, ou da moral pré-estabelecida no inconsciente do indivíduo, pessoas doarão sangue ou órgãos, ou não, e admitirão que uma vida tenha a chance de salvar-se, ou não.

A partir de um exemplo extremo poderíamos confabular o seguinte: se num mar você visse uma pessoa se afogando, o que faria? Se você soubesse nadar, espera-se que resgatasse a pessoa segundo sua capacidade de salvá-la; se você não soubesse nadar, por certo buscaria a ajuda dos salva-vidas. Inadmissível seria vir a pessoa afogando-se e não se fizesse nada para salvá-la. A questão da doação de órgãos é um imperativo ético. Nas desumanas filas de esperas, encontram-se inúmeras pessoas que não perderam a esperança de que o seu “salva-vidas” apareça. Só quem passou sabe a dimensão da dor e do desespero desse drama. É uma situação dramática!

Caro professor, prezada professora, que tal abrir a aula desta semana com um belíssimo texto do pastor Claudionor de Andrade, atual Consultor Teológico da CPAD, uma “experiência viva” do assunto que estamos estudando? “No dia 24 de maio de 2009, fui submetido a um transplante de fígado. Terminada a cirurgia, e já na UTI, busquei saber quem era o meu doador. Vendo-me a ansiedade, o chefe da equipe cirúrgica explicou-me que faz parte do protocolo não revelar ao receptor a identidade do doador. Pelo menos, foi o que entendi. Naquele momento, restava-me agradecer a Deus. Faltando-me palavra, orei pela família que, anônima e abnegada, permitiu que os órgãos de seu ente querido viessem a salvar não apenas a mim, mas também outras pessoas igualmente graves e crônicas. Sua decisão não deve ter sido fácil, mas desabrochou amorosa e cristã. Até hoje, desconheço quem foi a pessoa, cuja morte trouxe-me uma segunda chance de vida. Negra? Branca? Não importa. O amor transcende etnias, línguas e fronteiras. Somos todos filhos de Adão e Eva. E, nessa condição, não devemos ignorar nossos laços e dependências. Todos precisamos uns dos outros. Ninguém consegue viver ilhado. O coração do negro bate no peito do branco. E, no peito árabe, pulsa um coração judeu. O transplante de órgãos é capaz de operar semelhantes milagres” (As Novas Fronteiras da Ética Cristã. CPAD, pp.121,22).

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