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Pessoas Inteligentes

sábado, 28 de janeiro de 2017

Lição 05: Paz de Deus: Antídoto contra as Inimizades (ADULTOS)

INTRODUÇÃO
I- A PAZ QUE EXCEDE TODO ENTENDIMENTO 
II- INIMIZADES E CONTENDAS, AUSÊNCIA DE PAZ
III- VIVAMOS EM PAZ 
CONCLUSÃO


Prezado professor, na lição de número cinco estudaremos a paz, fruto do Espírito, antídoto contra as inimizades. Teremos duas palavras-chave: paz e inimizades. No hebraico, paz é shalom e significa primeiramente inteireza, pacífico. No grego a palavra é eirene e segundo o Dicionário Vine1 o termo serve para descrever: “(a) as relações harmoniosas, entre os homens (Mt 10.34; Rm 14.19); (b) entre as nações (Lc 14.32; At 12.20; Ap 6.4); (c) a amizade (At 15.33; 1 Co 16.11; Hb 11.31); (d) a isenção de incômodo (Lc 11.21); a ordem, no Estado (At 24.3); (f) as relações harmonizadas entre Deus e os homens, satisfeitas pelo Evangelho (At 10.36; Ef 2.17)”. Percebemos que o seu significado é bem amplo. Contudo a paz que Deus nos concede, fruto do Espírito, é impar e não é circunstancial. Ainda que estejamos vivendo em uma sociedade onde os índices de violência só aumentam, temos tranquilidade e não permitimos que a ansiedade e o medo venham nos dominar.

Quando falamos a respeito de paz, podemos destacar três aspectos importantes: a paz com Deus, de Deus e com os homens. Somos pecadores, então como podemos ter paz com o Deus Santo? A paz com Deus não é proveniente das boas obras, da religião ou do esforço humano. Só existe um meio pelo qual podemos alcançá-la: mediante a fé no Filho de Deus, o Príncipe da Paz. Quando reconhecemos os nossos pecados e entregamos, pela fé, nossas vidas a Jesus, desfrutamos da paz de Deus, pois fomos reconciliados com Ele mediante sua graça. Somente os filhos de Deus têm condições de desfrutar da sua paz; uma quietude interior colocada em nós pelo Espírito Santo (Jo 14.26,27). Segundo o pastor Antonio Gilberto, “sem a paz com Deus não pode haver a paz de Deus”.
Se alcançarmos, pela graça, a paz com Deus, temos que evidenciá-la mediante o nosso testemunho, nossas ações. Não adianta dizer que é crente e viver se metendo em contendas e confusões. A Palavra de Deus nos exorta que “se possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens” (Rm 12.18). Na Bíblia temos vários exemplos de pessoa que eram pacificadores e apregoaram a paz. Tomemos como exemplo, Isaque. Ele era um pacificador e preferiu cavar vários poços a se meter em uma confusão com seus vizinhos malvados. Isaque abriu mão do seu direito, da sua razão, em busca de paz. A sabedoria de Abigail e o seu temperamento livraram sua família da morte e a Davi de derramar sangue inocente.

Jesus, o Filho de Deus, também recebeu o título de “Príncipe da Paz” (Is 9.6). Diante dos seus algozes, Ele não abriu a sua boca, não lutou, não reivindicou nada. Jesus se deixou levar por aqueles que o foram prender e evitou naquele momento que a sua prisão se tornasse em uma revolta, o que poderia gerar várias mortes. Jesus, também declarou que Ele era o “Cordeiro de Deus”. O cordeiro é um animal manso, submisso ao seu pastor.

As inimizades e contendas são o posto da paz e do amor. De acordo com o Dicionário Vine2 a palavra inimizade no grego é echthra, “derivada do adjetivo echthros é encontrada em Lucas 23.12; Romanos 8.7; Gl 5.20; Ef 2.15,16; Tg 4.4. É o posto de agape, amor”. Como podemos viver em um mundo violente, mas em paz com todos, sem inimizades ou contendas? Como nos proteger dos “brigões”? A resposta é: andar, caminhar no Espírito. Precisamos entregar ao Espírito Santo o controle de nossas vidas. Se Consolador tiver o primeiro lugar, não mais viveremos segundo as concupiscências da carne.


SUGESTÃO DIDÁTICA: Para realizar a dinâmica você vai precisar de duas bolas de encher (bexiga). Peça que os alunos formem um círculo. Diga que você jogará as duas bolas para o alto e que eles não podem deixar que elas toquem o chão. Jogue as bolas e dê uns minutinhos para ver se elas vão cair logo no chão ou se vai demorar um tempinho. Diga que assim como todos se uniram e se esforçaram para não deixar a bola tocar o chão, precisamos também nos esforçar, fazer a nossa parte (ler a Bíblia, orar e jejuar), para desenvolvermos os vários aspectos do fruto do Espírito. Conclua enfatizando que o fruto do Espírito faz de nós embaixadores da paz.


Telma Bueno
Editora responsável pela Revista Lições Bíblica Adultos

1 Dicionário Vine: O significado exegético e expositivo das palavras do Antigo e do Novo Testamento. 14.ed.Rio de Janeiro: 2011, p. 857.

2 Dicionário Vine: O significado exegético e expositivo das palavras do Antigo e do Novo Testamento. 14.ed.Rio de Janeiro: 2011, p. 712.

FONTE: Lições Bíblicas - CPAD

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